quinta-feira, 1 de maio de 2008

N

Natação


Na natação paraolímpica, os atletas são agrupados nas categorias S1 a S14 (S de swimming) de acordo com a sua deficiência. Os deficientes físico-motores estão nas classes S1 a S10. Os visuais nas classes S11 a S13, ocupando a classe S14 os deficientes mentais. Quanto maior o grau de comprometimento do atleta, menor o número de sua classe.Nesta modalidade participam atletas de todos os tipos de deficiência, divididos em dois grupos: os portadores de deficiência visual e os todos os outros. Os atletas são submetidos ás equipas de classificação, que procederão a análise dos resíduos musculares, por meio de testes de força muscular, mobilidade articular e testes motores (realizados dentro da água). Vale a regra de que quanto maior a deficiência, menor o número do atleta. As classes sempre começam com a letra S (swimming) e o atleta pode ter classificações diferentes para o nado peito, SB, e o medley, SM.As regras são as mesmas da Federação Internacional de Natação Amadora, com algumas adaptações, em especial às partidas, viragens e chegadas. As competições, nas categorias masculina e feminina, por equipa ou individual, abrangem os quatro estilos oficiais: bruços, mariposa, costas e livre. As distâncias variam de 50 a 800 metros. E aos nadadores cegos permite-se que recebam um aviso do treinador quando se aproximam das bordas, através de um bastão com uma ponta de espuma.A largada pode ser feita da água, no caso de atletas das classes mais baixas, que não conseguem ficar no bloco. As baterias são separadas de acordo com o grau e tipo de deficiência.
S1 a S10 / SB1 a SB9 / SM1 a SM10 – nadadores com limitações físico-motoras.


S11, SB11, SM11 S12, SB12, SM12 S13, SB13, SM13 – nadadores com deficiências visuais (a classificação neste caso é a mesma do judo e futebol de cinco).


S14, SB14, SM14 – nadadores com deficiências mentais.


R

Remo


O remo é um desporto aquático organizado a partir de meados do século XIX. É um desporto de velocidade, praticado em barcos estreitos, nos quais os atletas se sentam sobre bancos móveis, de costas voltadas para a direção do movimento, usando os remos para mover o barco o mais depressa possível, em geral em rios de água doce, mas por vezes também no mar. O remo adaptável foi introduzido no Brasil pela Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro, como programa de reabilitação, já no início dos anos 80.Assim como no remo convencional, no adaptável também há classes para promover competições justas e possibilitar que pessoas com diferentes níveis de limitação possam participar. Para isso, estableceram-se três classes:


A (braços) - Paraplégicos e pessoas com paralisia cerebral competem no barco Single Skiff, adaptado com um banco fixo e encosto e com flutuadores nas laterais. Praticado por um homem ou por uma mulher.


TA (tronco e braços) - Bi-amputados, paralisados cerebrais e pessoas com sequela de póliomielite competem em barcos Double Skiff, adaptado apenas com banco fixo. É praticado por um homem e por uma mulher.


LTA (perna, tronco e braço) - amputados parciais, paralisados cerebrais e deficientes mentais - de acordo com o grau de comprometimento - competem em barco 4+ (quatro atletas e um timoneiro, com ou sem deficiência, que controla o ritmo do barco). Por não trazer limitações físicas ou intelectuais, a surdez não está incluída entre as deficiências elegíveis para o remo adaptável. Atletas surdos remam em competições regulares e, por questões de segurança, devem participar em barcos de equipa.


Rugby


Este desporto parece-se bastante com o futebol americano, por ter quase os mesmos objectivos e ser um jogo que envolve forte contacto físico. As equipas são formadas por quatro jogadores e há oito suplentes à disposição do técnico. Esta grande quantidade de suplentes é explicada pela força das colisões entre os competidores e suas cadeiras. Homens e mulheres actuam juntos. É necessário ter agilidade para manusear a bola, acelerar, travar e direccionar a cadeira. Amputados podem competir usando as cadeiras de rodas.Campos de basquete são utilizados no rugby em cadeira de rodas, ao contrário dos campos de relva convencionais. As dimensões são as seguintes: 15m de largura por 28m de comprimento. O campo é dividido em dois. Há um círculo central e duas áreas-chave (um tipo de “grande área”), que ficam à frente das linhas de ensaio. Os jogadores de ataque só podem ficar dentro da área-chave pelo máximo de dez segundos, enquanto a defesa tem o direito de permanecer no local por tempo indeterminado.O ensaio é o objectivo. Duas barras verticais o delimitam na linha de fundo do campo. Entretanto, para fazê-lo é preciso tocar ou passar a linha de ensaio adversária com as rodas da cadeira. Em ambas situações, o atleta deve estar a segurar a bola. O início do jogo funciona como no basquete. Dois atletas ficam dentro do círculo central para disputar a bola, que é jogada ao alto pelo árbitro. Os atletas podem conduzi-la sobre as suas coxas, passá-la para um companheiro da equipa ou chutá-la. A equipa que tem a posse da bola não pode demorar mais de 15 segundos para entrar no campo do oponente. Esta medida visa tornar a modalidade o mais ofensiva possível.As partidas são divididas em quatro períodos de oito minutos cada. Entre o primeiro e o segundo quarto, há uma pausa de um minuto. Assim também ocorre entre a terceira e a última etapa. Do segundo para o terceiro período, cinco minutos são dados para o intervalo. Caso o jogo termine empatado, uma prorrogação de três minutos é disputada. Durante o tempo normal, cada equipa tem direito a quatro tempos técnicos.


S

Skeleton

O Skeleton começou a ser praticado em Saint Moritz na Suiça nos finais do século XVIII. Inicialmente com o nome de “Cresta”. Quando os condutores de “Cresta” experimentaram os seus trenós em pistas de gelo o nome de skeleton foi introduzido para diferenciar esta mesma modalidade. A primeira pista artificial foi feita na Alemanha. O Skeleton juntamente com o Luge e o Bobsleigh é um desporto de deslize de trenós. Os trenós do skeleton têm uns “corredores” de metal na parte de baixo que o fazem andar a velocidades muito altas.

Dessas velocidades muito altas é que advém o nome skeleton (como a velocidade era tão grande parecia que a pele saía do esqueleto de quem ia lá dentro, daí skeleton). Esta modalidade foi posteriormente introduzida a atleta com deficiências motoras mas segue sempre as regras da FIL.


T

Ténis de Mesa


Nesta modalidade participam atletas homens e mulheres com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes. As competições são divididas basicamente entre atletas andantes e atletas cadeirantes. Os jogos podem ser individuais, a dois ou por equipas e as competições consistem em a melhor de cinco sets, sendo que cada um deles é disputado até que um dos jogadores atinja 11 pontos.Em caso de empate em 10 a 10, vence quem primeiro abrir dois pontos de vantagem. A raquete pode ser amarrada na mão do atleta. Os atletas são divididos em onze classes distintas onde se segue a lógica de que quanto maior o número da classe, menor é o comprometimento físico-motor do atleta.


I, II, III, IV, V – atletas cadeirantes
VI, VII, VIII,IX, X – atletas andantes
XI - atletas andantes com deficiência mental


O ténis de mesa é um dos mais tradicionais desportos paraolímpicos.A partir de Roma, a bolinha não parou tanto no masculino quanto no feminino. Todas as edições das paraolimpíadas tiveram jogos da modalidade. Com o passar dos anos, ocorreram mudanças nos sistemas de disputa.Entre Roma-60 e Tel Aviv-68, havia partidas individuais e em duplas. Em Heidelberg-72, foi acrescentado o torneio por equipa. Tanto em Toronto-76 quanto em Arnhem-80, só houve jogos de simples e por equipa. Nos Jogos de 1984 e em Seul-88, o open entrou no calendário paraolímpico oficial. A partir de Barcelona-92, as disputas passaram a ser apenas individuais e por equipa. As regras oficiais para as classes dos andantes (de VI a X) e classe XI (deficientes mentais) são as mesmas estabelecidas pela ITTF, à exceção do saque, nos casos de alguns atletas com o braço livre amputado ou com alguma deficiência que não lhes permite estender totalmente a palma da mão.No caso dos cadeirantes (classe de I a V), existem algumas diferenças:O saque deve ultrapassar a linha de fundo da mesa adversária. Saques que saem pela linha lateral da mesa oponente são repetidos;Nas partidas de duplas, o atleta pode rebater a bola duas ou mais vezes consecutivas desde que a roda da cadeira não ultrapasse a linha central imaginária da mesa.A cadeira deverá estar posicionada de frente para a mesa, com as rodas perpendiculares à linha de fundo da mesma.O corpo ligeiramente inclinado para a frente ou com o tronco apoiado no encosto da cadeira, pronto para uma acção, e não numa posição de repouso.O aluno deverá posicionar-se a mais ou menos um antebraço da mesa, sem encostar a barriga.A perna do lado do braço que joga deve alinhar-se com a linha central da mesa.O braço que joga deve estar flexionado e o outro apoiado na roda para um rápido movimento, se necessário. A raquete deve estar sempre ao nível da mesa.Os olhos devem estar fixos e concentrados na bola.



Ténis em cadeira de rodas




No ténis em cadeira de rodas o atleta necessita de apresentar incapacidade motora em apenas um ou nos dois membros inferiores, para poder jogar. Existe também uma classe especial para os atletas tetraplégicos, ou com deficiências motoras nos membros inferiores e incapacidades funcionais ou amputação nos membros superiores.Para a prática deste desporto, o atleta precisa combinar a força e a precisão ao bater a bola com a velocidade e a técnica na movimentação da cadeira. Joga-se como o ténis convencional, com pequenas alterações, como a bola poder bater duas vezes - a primeira dentro do campo e no serviço, não é permitido que as rodas traseiras da cadeira toquem a linha de fundo. Esta modalidade é destinada a atletas com cadeira de rodas, nas categorias masculina e feminina, individual ou em dupla.


O Saque




  • O primeiro toque da bola sacada na quadra deve ser dentro do rectângulo destinado a isto; o segundo toque tanto pode ser dentro ou fora dos limites da quadra.


  • O lançador não deverá, durante o saque mudar de posição ou tocar, com qualquer roda, qualquer linha fora da área delimitada para o saque.


  • O jogador é proibido de usar, deliberadamente, qualquer extremidade de seu corpo como estabilizador ou suporte durante o saque.


  • Caso os métodos convencionais para o saque forem impraticáveis para um tetraplégico, uma outra pessoa poderá ser autorizada a lançar (levantar) a bola para ele.



Perda de Ponto


A cadeira de rodas é considerada parte do corpo do jogador para efeito de quaisquer regras. O jogador perde o ponto se:




  • A bola tocar no seu corpo, na sua cadeira ou qualquer coisa que ele carregue ou use, excepto a raquete, essa perda de ponto ocorrerá independentemente da posição em que estiver, quando a bola em jogo o atingir.


  • Deliberadamente usar os pés ou qualquer outra extremidade do corpo como estabilizador ou suporte, para lançar a bola ou movimentar a cadeira, ou permitir, ao bater na bola, que sua nádega deixe de ter contacto com o assento desta.




Tiro


Para se praticar este desporto é necessário ter precisão apurada. Administram a modalidade tanto a Federação Internacional de Tiro Desportivo-ISSF quanto o Comité de Tiro Desportivo do Comité Paraolímpico Internacional. As regras das competições para atletas convencionais e com deficiência são basicamente as mesmas, porém com pequenas adaptações. Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras podem competir no masculino e no feminino. As regras do tiro paraolímpico variam de acordo com a prova, distância e tipo do alvo, posição de tiro, número de disparos e o tempo que o atleta tem para atirar. Em cada competição as disputas ocorrem numa fase de classificação e numa final. Todas as pontuações de ambas as fases são somadas e vence quem obtiver mais pontos. O alvo é dividido em dez circunferências que valem de um a dez pontos e são subdivididas, cada uma, entre 0.1 e 0.9 pontos. A menor e mais central circunferência vale dez pontos. Sendo assim, o valor máximo que pode ser conseguido é de 10.9.É notável o alto grau de tecnologia que a modalidade requer. Durante os Jogos Paraolímpicos, por exemplo, os alvos são electrónicos e os pontos poderão ser imediatamente projectados num placar. As roupas e as armas utilizadas no desporto também possuem um considerável nível tecnológico. Há uma diferença das vestimentas nas provas para cada tipo de arma. Nas competições de rifle, é necessário usar uma roupa com espessura estipulada pela ISSF. Em eventos de pistola, os atiradores só são obrigados a usar sapatos especiais feitos de tecido, que dão mais estabilidade aos atletas. Rifles e pistolas de ar, com cartuchos de 4.5mm, são utilizados nos eventos de 10 metros de distância. Já nos 25 metros, uma pistola de perfuração é utilizada com projécteis de 5.6mm. Rifles de perfuração e pistolas são as armas das provas de 50m, também com as balas de 5.6mm de diâmetro.



Tiro com Arco


Em cada tentativa, a concentração é fundamental para os arqueiros. As regras da modalidade são quase as mesmas das adoptadas pela Federação Internacional de Tiro com Arco - FITA. A entidade responsável pelo gerenciamento e desenvolvimento do desporto é o Comité de Tiro com Arco do Comité Paraolímpico Internacional - IPC. Tetraplégicos, paraplégicos e pessoas com mobilidade limitada nos membros inferiores competem. Estes últimos podem escolher actuar em pé ou sentados num banco.Uma distância de 70m separa os atletas do alvo, que mede 1,22m de diâmetro, sendo formado por dez círculos concêntricos. O mais externo vale um ponto. A partir daí, quanto mais próxima do círculo central estiver a flecha, maior a pontuação obtida. Dez pontos são dados para quem acerta o centro do alvo, lance que requer muita precisão. Caso a flecha fique no limite entre dois círculos, é considerado o de maior valor. Se uma seta perfurar a outra, a mesma pontuação da primeira é dada à segunda.O formato de disputa do tiro com arco durante os Jogos Paraolímpicos é chamado de “Round Olímpico”. Um total de 96 arqueiros – 64 homens e 32 mulheres – participam na competição tanto no individual como por equipa. Entretanto, antes deste sistema de jogo ser iniciado, há uma eliminatória: é o Ranking Round. Nesta fase, cada arqueiro tem direito a seis sequências, compostas por 12 flechas (total de 72). Após todas as tentativas, os confrontos da próxima etapa, o Round Olímpico, são definidos. A lógica da formação das chaves é a seguinte: o 1º colocado enfrenta o 32º, o 2º encara o 31º e assim por diante. Os arqueiros têm direito a seis sequências de três flechas, com 40 segundos permitidos por tentativa. Quem vence, joga a próxima fase sob estas mesmas regras (18 flechas). Dos quartos-de-final até a grande final, em cada etapa, o sistema de disputa é composto por quatro sequências de três flechas para todos os oponentes.Por equipa, as selecções são formadas por três competidores. Os resultados obtidos pelos compatriotas no Ranking Round são somados. Com isso, as equipas masculinas são ranqueadas de 1 a 16 e as femininas de 1 a 8. Na primeira fase do Round Olímpico, as selecções actuam simultaneamente. As tentativas consistem em três sequências de nove flechas, com cada uma durando três minutos no máximo. Vão à final as quatro melhores parcerias. Na decisão, as selecções têm direito às mesmas três sequências de nove setas da etapa preliminar.


V

Vela


Pessoas com deficiência locomotora ou visual podem competir neste desporto. A Vela Paraolímpica segue as regras da Federação Internacional de Iatismo - ISAF e possui adaptações para as pessoas com deficiência, feitas pela Federação Internacional de Iatismo para Deficientes - IFDS. Neste desporto, dois tipos de barco são utilizados nas competições internacionais. Os barcos da classe 2.4mR são tripulados por um único atleta, pesam 260 quilos e possuem 4.1m de comprimento. Os barcos da classe sonar são tripulados por uma equipe de três pessoas, que deve ser classificada em função dos tipos de deficiência. Esses barcos são maiores pesando cerca de 900Kgs e medindo cerca de 7m. Tanto o 2.4mR como o Sonar são barcos de quilha, que é uma peça de metal situada abaixo do casco do barco que impede que ele vire. Portanto são barcos estáveis e seguros, condição essencial para este uso.


As competições, chamadas de regatas, são realizadas em percursos sinalizados por bóias. Duas rotas devem ser percorridas pelos iatistas. Os percursos são indicados com bóias. A sinalização dos trajectos é alterada de acordo com as condições climáticas do dia. Caso a direcção e a força do vento se alterem, as bóias são reposicionadas. Por isso, a organização de cada torneio deve ter um barco com pessoas responsáveis por monitorar as condições do vento e por alterar a colocação da sinalização do percurso. Em ambos os tipos de embarcação, as competições consistem em uma série de nove disputas em separado. Ganha cada prova quem percorrer o trajecto estipulado em menor tempo. O vencedor conquista um ponto, o segundo fica com dois e assim por diante. Ao final das nove disputas, o pior resultado é descartado e quem tiver a menor soma de pontos é declarado campeão.


Os vencedores das regatas normalmente são os velejadores que conseguem imprimir uma maior velocidade nos barcos, realizar melhores manobras e buscar as melhores condições de vento (táctica de regata).


Voleibol


Competem atletas amputados, principalmente de membros inferiores, (no Brasil, muitos vítimas de acidentes de trânsito) e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora (sequelas de poliomielite, por exemplo). Há algumas diferenças para o voleibol convencional: o campo é menor: 10m x 6m contra 18 x 9m e a altura da rede também é inferior à modalidade convencional, tem cerca de 1.15m do solo no masculino e 1.05m para o feminino e os atletas competem sentados no campo. Outra diferença é que no voleibol paraolímpico, serviço pode ser bloqueado.


O campo divide-se em zonas de ataque e defesa, é permitido o contacto das pernas de jogadores de uma equipa com os da outra, porém não podem obstruir as condições de jogo do oponente. O contacto com o chão deve ser mantido em toda e qualquer acção, sendo permitido perder o contacto somente nos deslocamentos. Cada jogo é decidido em uma melhor de cinco sets e vence cada set a equipa que marcar 25 pontos. Em caso de empate, ganha o primeiro que abrir dois pontos de vantagem. Há ainda o tie break de 15 pontos. Administrado internacionalmente pela Organização Mundial de Voleibol para Deficientes (WOVD), e no Brasil, pela (ABVP) Associação Brasileira de Voleibol Paraolímpico.


Símbolos Olímpicos

Bandeira Olímpica

Nas cores azul, amarelo, preto, verde e vermelho, interligados sobre um fundo branco, os anéis olímpicos foram idealizados em 1913 pelo Barão Pierre de Coubertin e introduzido nos Jogos de Antuérpia em 1920. Os anéis representam a união dos cinco continentes e pelo menos uma de suas seis cores, incluída a branca. O fundo branco significa paz e amizade entre as nações competidoras e os anéis representam os cinco continentes, denotando o carácter global do Movimento Olímpico. As Cores das argolas deveriam representar os cinco continentes: Preto – África, Verde – Oceânia, Azul – Europa, Vermelho – América, Amarelo – Ásia. No entanto, esta simbologia não foi confirmada como sendo intencional.

Lema

'Citius, Altius, Fortius' (que em grego significa 'O Mais Rápido, O Mais Alto, O Mais Forte'). A frase latina, criada pelo padre Henri Martin, amigo do Barão de Coubertin, era utilizada para descrever as realizações atléticas dos estudantes do Albert Le Grand School. As palavras latinas estavam cravadas em uma pedra acima da entrada principal.

A Tocha

Nasceu a partir da chama olímpica, que fica acesa de forma permanente em Olímpia, na Grécia. Na Grécia Antiga, as tochas serviam para conduzir a chama do fogo sagrado de um altar para outro. O fogo era tido como um elemento purificador. Na Era Moderna, a tocha é transportada por atletas e cidadãos comuns de diferentes países até o local da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos. Permanece acesa em uma pira, no Estádio Olímpico, durante toda competição e é apagada ao final da cerimónia de encerramento. A tocha olímpica ganha um novo desenho e forma a cada edição dos Jogos Olímpicos.

O Juramento

'Em nome de todos os competidores, eu prometo participar nestes Jogos Olímpicos, respeitando e cumprindo com as normas que o regem, no verdadeiro espírito desportivo, pela glória do desporto e em honra às nossas equipas', escrito pelo Barão de Coubertin e feito por um atleta do país anfitrião na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.

Hino

Composto em 1896 pelo grego Spirou Samara, com letra do músico grego Cositis Palamas, foi adotado pelo COI em 1958.


Grego lírico

Αρχαίο Πνεύμ' αθάνατο, αγνέ πατέρα
του ωραίου, του μεγάλου και τ'αληθινού,
κατέβα, φανερώσου κι άστραψ'εδώ πέρα
στην δόξα της δικής σου γης και τ'ουρανού.

Στο δρόμο και στο πάλεμα και στο λιθάρι,
στων ευγενών Αγώνων λάμψε την ορμή,
και με τ' αμάραντο στεφάνωσε κλωνάρι
και σιδερένιο πλάσε κι άξιο το κορμί.

Κάμποι, βουνά και θάλασσες φέγγουν μαζί σου
σαν ένας λευκοπόρφυρος μέγας ναός,
και τρέχει στο ναό εδώ, προσκυνητής σου,
Αρχαίο Πνεύμ' αθάνατο, κάθε λαός.

Transliteração ao alfabeto latino

Arkhaéo Pneúm' athánato, aghné patéra
tou oraéou, tou meghálou kai t'alithino
ú,
katéva, phanerósou ki ástraps'edhó péra

stin dhóksa tis dhikís sou ghis kai t'ouranoú.

Sto dhrómo kai sto pálema kai sto lithári,
ston evghenón Aghónon lámpse tin orm
í,
kai me t'amáranto stefánose klonári

kai sidherénio pláse ki áksio to kormí.

Kámpi vouná kai thálasses féngoun mazí sou
san énas levkopórfyros méghas naós
,
kai trékhei sto naó edhó, proskynitís sou
,
Arkhaéo Pneúm' athánato, káthe laós.


Mascotes Olímpicos

Adotado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1968, em Grenoble, na França, servem como embaixadores e mensageiros da amizade e personificam a cultura ou a fauna da região onde se realizam os Jogos Olímpicos. Portanto, mudam a casa edição do evento.

  • Waldi (Munique, 1972): O cão de raça dashshund, de origem alemã, teve a honra de ser o primeiro mascote oficial.
  • Amik (Montreal, 1976): Novamente, um animal que tem haver com a cidade sede: um castor símbolo oficial do Canadá.
  • Misha (Moscou, 1980): O urso Misha é um marco na história das mascotes olímpicos. Talvez nenhuma outra mascote tenha tido tanto impacto e carisma como ele, especialmente na cerimónia de encerramento do evento, quando ele chorou e subiu aos céus. O Misha encantou uma geração tal sua doçura toda a prova.
  • Sam (Los Angeles, 1984?: A águia, símbolo dos EUA, foi concebido pela Walt Disney – por essa razão lembra tanto o Zé Carioca.
  • Hedori (Seul, 1988): O nome do “tigre amigo do homem” , como aparece nas lendas coreanas, foi escolhido por uma votação popular. A série de mascotes com alguma ligação regional estava interrompida temporariamente.
  • Cobi (Barcelona, 1992): O cachorrinho de traço fácil e raça absolutamente desconhecida, pode não ter sido o mais marcante mas daí o mascote com maior exposição televisiva. Após os Jogos, Cobi tornou se desenho animado para incentivar a prática de desporto.
  • Izzy (Atlanta, 1996): O nome original do mascote era Whatizit, foi concebido por crianças de 15 países.
  • Molly, Syd e Millie (Sydney, 2000): Foi a primeira olimpíada com praticamente 3 mascotes: uma ave kookaburra, um ornitorrinco e uma équidna.
  • Athena e Phevos (Atenas, 2004): Os bonecos deste ano estavam inspirados em bonecos greco antigos, o casal de irmãos tentará interligar o passado e o presente.

História dos Jogos Paraolímpicos

O desporto tem comprovado importância na qualidade de vida de qualquer pessoa e, sem dúvida, é muito mais importante ainda para as pessoas com deficiência. Ao fazermos essa afirmação estamos-nos a basear não apenas no que a actividade desportiva pode contribuir para o desenvolvimento físico de todas as pessoas, mas principalmente na sua possibilidade como poderosa ferramenta de ajuda na reabilitação e inclusão das pessoas com deficiências junto à sociedade. Assim, o desporto é propício à sua independência.

O desporto para pessoas com deficiência existe há mais de 100 anos. Nos séculos XVIII e XIX a contribuição das actividades desportivas foi maior no sentido da reeducação e da reabilitação das pessoas com deficiência.

As primeiras notícias da existência de clubes desportivos para pessoas surdas datam de 1888, em Berlim, Alemanha. Em Agosto de 1924 foram realizados, em Paris, os Jogos do Silêncio, com a participação de 145 atletas de nove países europeus. Essa foi a primeira competição internacional para pessoas com deficiência. Durante o evento, no dia 24 de agosto, foi fundado o Comitê International des Sports Silencieux – CISS.

Em 1944, ainda durante a 2ª Guerra Mundial, o governo britânico contratou, entre outros, o neurocirurgião alemão, Dr. Ludwig Guttmann, para começar um trabalho de reabilitação para lesionados medulares dando origem ao Centro Nacional de Lesionados Medulares de Stoke Mandeville na Inglaterra. Dr. Guttmann, também uma vítima da guerra que, como judeu, foi obrigado a fugir da Alemanha nazista, marcou seu trabalho de reabilitação médica e social direcionados aos veteranos de guerra, pelo uso da prática desportiva como parte do tratamento médico.

O sucesso do trabalho motivou o Dr. Guttmann a organizar a primeira competição para atletas em cadeiras de rodas e no dia 29 de julho de 1948 – exatamente a data da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, aconteceu a competição denominada Stoke Mandeville Games. Em 1952, ex-soldados holandeses uniram se para participar dos jogos de Stoke Mandeville, e juntamente com os ingleses, fundaram a ISMGF – Federação Internacional dos Jogos de Stoke Mandeville, dando início ao movimento desportivo internacional que viria a ser base para a criação do que hoje conhecemos como desporto paraolímpico.

Oito anos depois, em 1960, incentivados pelo Dr. Antonio Maglio, director do Centro de Lesionados Medulares de Ostia na Itália, o comité organizador dos jogos de Stoke Mandeville aceitou o desafio e realizou os jogos em Roma logo após a realização dos Jogos Olímpicos. Usando os mesmos espaços desportivos e o mesmo formato das olimpíadas, 400 atletas de 23 paises participaram da primeira Paraolimpíada. A partir de Roma em 1960 e sempre a cada quatro anos, os jogos vêm sendo realizados de forma cada vez mais organizada e sempre com um número crescente de países participantes. Até os jogos de 1972 em Heildelberg, Alemanha, apenas atletas em cadeiras de rodas participavam oficialmente dos jogos. Em 1976, nas Paraolímpiadas de Toronto, Canadá, houve a inclusão dos atletas cegos e amputados e, a partir de 1980, em Arnhem, na Holanda, a inclusão dos paralisados cerebrais.

A décima segunda edição dos jogos aconteceu em Atenas, na Grécia, berço do movimento olímpico e Pequim, na China, está-se a preparar para receber a décima terceira edição dos jogos em 2008. Um dado importante e que demonstra a força do movimento e o seu crescimento contínuo foi o número de países e atletas presentes em Atenas: 3.806 atletas representando 136 países, número maior do que os de Munique nos Jogos Olímpicos de 1972.